Se viaja com passaporte português e vai a Londres em turismo, não precisa de visto: precisa de um passaporte válido e de uma ETA, a autorização eletrónica de viagem do Reino Unido. A resposta completa depende de três fatores, a nacionalidade, o motivo e a duração da estadia. Este guia percorre os cenários mais comuns, do fim de semana turístico à mudança por trabalho ou estudos, para que saiba exatamente que autorização pedir antes de reservar o voo.

Em resumo

  • Cidadãos portugueses não precisam de visto para visitar Londres até seis meses, mas precisam de uma ETA aprovada antes do embarque.
  • O passaporte é obrigatório: o Cartão de Cidadão deixou de ser aceite na fronteira britânica.
  • A ETA é válida por dois anos, permite entradas múltiplas e estadias até seis meses de cada vez.
  • Trabalho remunerado, estudos longos ou estadias acima de seis meses exigem o visto adequado ao motivo.
  • Nacionais de países como Angola, Guiné-Bissau ou Moçambique precisam de visto de visita, mesmo residindo em Portugal.
  • A ETA autoriza a viagem, mas a decisão de entrada pertence sempre ao controlo fronteiriço.
  • A Proteção contra Recusa da OlaVisa significa sem taxas de serviço adicionais se o seu pedido for recusado.

A resposta rápida: visto não, a ETA sim

Para um cidadão português em turismo, Londres não exige visto: exige um passaporte válido e uma ETA aprovada antes do embarque. A regra vale para todo o Reino Unido, mas é em Londres que a maioria das viagens começa, e é no aeroporto que a falta da autorização se torna um problema real.

Antes de avançar, responda a três perguntas. Com que passaporte vai viajar? Quanto tempo vai ficar? O que vai fazer durante a estadia? Se a resposta for passaporte português, menos de seis meses e turismo, visita a família ou reuniões de negócios, a ETA chega. Qualquer resposta diferente merece uma análise mais atenta, e é isso que as secções seguintes fazem, cenário a cenário.

Turismo e visitas a família: o que precisa mesmo

Uma visita turística ou familiar até seis meses faz-se com a ETA, sem qualquer visto. Visitar um filho a estudar em Londres, passar o Natal com familiares emigrados ou fazer uma semana de museus e teatro cabem todos na mesma categoria de visitante.

Passaporte na mão à entrada de uma estação do metro de Londres

A autorização pede-se online, fica ligada ao passaporte e é válida por dois anos, com entradas múltiplas. Quem visita família com regularidade não precisa de repetir o pedido a cada viagem: a mesma ETA cobre todas as idas dentro do prazo. Desde fevereiro de 2026, as companhias aéreas verificam a autorização antes do embarque, pelo que convém ter a ETA aprovada com alguns dias de antecedência, não na fila do check-in.

Este artigo concentra-se em saber que autorização se aplica ao seu caso. Para o processo de candidatura em detalhe, prazos e erros a evitar, o guia da ETA para portugueses acompanha o tema passo a passo. Um dado prático: um único carácter errado no número do passaporte compromete o embarque, e a revisão pré-submissão pela equipa da OlaVisa deteta estes erros antes de o pagamento ser processado.

Quando é que passa a precisar de visto?

O visto torna-se necessário quando a estadia ultrapassa seis meses, quando vai trabalhar ou estudar por um período longo, ou quando o seu passaporte não é de um país isento. A tabela resume os cenários mais frequentes:

Cenário O que precisa
Turismo, família ou reuniões de negócios até 6 meses, passaporte português A ETA
Curso curto, até 6 meses A ETA
Estudos com duração superior a 6 meses Visto de estudante
Trabalho remunerado para uma entidade britânica Visto de trabalho
Estadia superior a 6 meses, qualquer que seja o motivo Visto adequado ao motivo
Passaporte de país sujeito a visto Visto de visita
Passaporte britânico ou irlandês Nem visto nem ETA

A fronteira mais traiçoeira é a do trabalho. Participar em reuniões, negociar contratos ou assistir a uma conferência são atividades compatíveis com o estatuto de visitante. Trabalhar para uma empresa britânica, mesmo por poucos dias, já não é: exige um visto de trabalho pedido antes da viagem. O mesmo raciocínio vale para os estudos, em que a linha dos seis meses separa a ETA do visto de estudante.

Não tem passaporte português? A nacionalidade decide

Viver em Portugal não altera as regras britânicas: o que decide entre a ETA e o visto é o passaporte com que viaja. O Reino Unido está fora do espaço Schengen, e a autorização de residência portuguesa não substitui os requisitos britânicos de entrada.

Na prática, um cidadão brasileiro residente em Lisboa viaja para Londres com a ETA, tal como um português. Já um cidadão de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique ou São Tomé e Príncipe precisa de um visto de visita ao Reino Unido, mesmo para uma semana de turismo e mesmo com residência legal em Portugal. O visto de visita tem uma validade padrão de seis meses e exige uma candidatura documentada, com prazos bem diferentes dos da ETA.

Como a lista de países muda ao longo do tempo, confirme sempre a categoria antes de pagar qualquer taxa. Os requisitos do Reino Unido por nacionalidade detalham o enquadramento atual, e a triagem de elegibilidade da OlaVisa identifica incompatibilidades de categoria antes de a candidatura seguir.

Dupla nacionalidade: o passaporte com que viaja manda

Quem tem mais do que uma nacionalidade segue a regra do passaporte que apresenta, com uma exceção importante: cidadãos britânicos não são elegíveis para a ETA. Um luso-britânico deve viajar com o passaporte britânico válido, ou com o passaporte português acompanhado de um certificado que averbe o direito de residência no Reino Unido; pedir uma ETA com o passaporte português não é uma via válida. Já um luso-angolano segue a regra geral: viaja com a ETA se usar o passaporte português, mas precisa de visto de visita se usar o angolano.

Há um detalhe que apanha muitos viajantes: a ETA fica associada ao passaporte usado no pedido. Pedir a autorização com um documento e embarcar com outro equivale, aos olhos da companhia aérea, a viajar sem ETA. Escolha o passaporte antes de reservar, use o mesmo documento no pedido e na viagem, e mantenha essa escolha até ao regresso.

Chegar a Londres: aeroportos, eGates e controlo

Com um passaporte biométrico português e a ETA aprovada, a entrada em Londres faz-se normalmente pelas eGates, em poucos minutos e sem carimbo. Os cinco principais aeroportos da cidade, Heathrow, Gatwick, Stansted, Luton e London City, dispõem destas portas eletrónicas, abertas aos passaportes biométricos da União Europeia. Desde julho de 2026, crianças a partir dos oito anos também podem usá-las, desde que acompanhadas por um adulto.

Viajantes a caminhar num corredor de chegadas com malas

Passar pelas eGates não dispensa preparação. Se for encaminhado para um balcão, o agente fronteiriço pode perguntar o motivo da visita, onde vai ficar e quando regressa. Respostas simples e coerentes com a reserva resolvem a questão na maioria dos casos. Convém ter acessíveis o voo de regresso e o comprovativo de alojamento, porque a ETA autoriza a viagem mas não garante a entrada: a palavra final é sempre do controlo fronteiriço.

Uma nota para quem faz escala: em Heathrow, quem muda de voo sem passar o controlo de passaportes está isento da ETA. Se a ligação implicar cruzar a fronteira, por exemplo para levantar bagagem, a autorização é obrigatória.

Precisa de andar com o passaporte em Londres?

Não existe obrigação legal de circular com um documento de identificação no Reino Unido. O país não tem cartão de cidadão nem sistema de identificação obrigatório, e a polícia não pede documentos em interações de rotina.

Na prática, muitos viajantes preferem deixar o passaporte no cofre do alojamento e andar com uma cópia ou fotografia do documento. O original é necessário na fronteira, no check-in de alguns hotéis e em situações pontuais, como levantar bilhetes nominais ou provar a idade em locais com restrição etária. Guarde-o bem: substituir um passaporte perdido no estrangeiro consome dias de viagem.

Perguntas frequentes

Vou só passar um fim de semana em Londres. Preciso de visto?

Não. A duração não altera a regra: qualquer visita até seis meses com passaporte português faz-se com a ETA. Como a autorização vale por dois anos, o pedido feito para um fim de semana serve também para as viagens seguintes.

Posso viajar para Londres só com o Cartão de Cidadão?

Não. O Reino Unido deixou de aceitar cartões de identidade da União Europeia como documento de viagem em outubro de 2021. O passaporte é obrigatório, com exceções limitadas para quem tem estatuto de residente no Reino Unido.

Posso trabalhar remotamente durante a visita?

Sim, dentro de limites. As regras britânicas para visitantes permitem tratar de trabalho remoto para o empregador estrangeiro, como responder a emails ou participar em reuniões online, desde que não seja o motivo principal da viagem. Trabalhar para uma entidade britânica ou prestar serviços ao mercado local exige visto de trabalho.

Vou fazer um curso de inglês de três meses. Preciso de visto de estudante?

Não. Cursos curtos, até seis meses, cabem no estatuto de visitante com a ETA. O visto de estudante torna-se necessário quando o programa ultrapassa essa duração, e a candidatura deve ser preparada com bastante antecedência face ao início das aulas.

Já tenho um visto do Reino Unido válido. Também preciso da ETA?

Não. Quem possui um visto britânico válido ou um estatuto de residência no Reino Unido está isento da ETA: o documento existente cobre a entrada. A ETA aplica-se apenas a quem viaja sem visto.

Planeie a entrada em Londres com apoio profissional

Para um turista português com passaporte em ordem, o processo resume-se a pedir a ETA com alguns dias de antecedência. O apoio profissional ganha valor quando a nacionalidade exige visto, quando há dupla nacionalidade ou quando o motivo da viagem se aproxima da linha entre visita e trabalho. Os pedidos acompanhados pela OlaVisa são revistos sob a autoridade regulatória de Tomas Hassan, agente registado na IAA (Immigration Advice Authority), o regulador britânico de consultoria de imigração, com o número F202100278.

A Proteção contra Recusa da OlaVisa significa sem taxas de serviço adicionais se o seu pedido for recusado, com o apoio de 17+ anos de experiência, 60+ destinos de visto e 10.000+ clientes. Inicie a sua candidatura de ETA e Visto de Visita do Reino Unido diretamente em olavisa.pt.

As regras de imigração mudam com frequência. Confirme os requisitos e os valores atuais no momento da candidatura. Artigo revisto em julho de 2026.