Um empresário português chegou ao aeroporto de Heathrow em abril de 2025 com o passaporte na mão, convencido de que a entrada no Reino Unido funcionava como antes do Brexit. Foi redirecionado para uma fila de controlo, onde descobriu que precisava de uma autorização eletrónica que nunca tinha pedido.

Este tipo de situação tornou-se frequente desde que o sistema de imigração britânico abandonou a livre circulação para cidadãos da União Europeia. O governo britânico implementou o ETA (Electronic Travel Authorisation) e digitalizou quase todos os processos de entrada, o que provocou uma queda de 20% nas aprovações de vistos tradicionais em 2025, segundo dados do Home Office. Para quem viaja com informação desatualizada, o risco de ser barrado à chegada é real.

Este guia foi construído especificamente para cidadãos lusófonos: portugueses, brasileiros, angolanos, cabo-verdianos e moçambicanos. Ao longo do artigo, vai encontrar:

  • O que é o ETA, como funciona e quanto custa em 2026
  • A diferença prática entre ETA, eVisa e visto de visita tradicional
  • Requisitos específicos por nacionalidade lusófona, com tabela comparativa
  • Processo passo a passo para solicitar o ETA ou o visto adequado
  • Prazos de processamento atualizados, cenários de recusa e alternativas

As regras mudaram e continuam a evoluir. Informação de 2023 ou 2024 já não serve para planear uma viagem ao Reino Unido em 2026.

O Que É o ETA do Reino Unido e Para Que Serve?

O ETA do Reino Unido é uma autorização eletrónica obrigatória para visitas e trânsito de curta duração, com custo de £10, válida durante dois anos para múltiplas entradas.

O acrónimo ETA significa Electronic Travel Authorisation, ou Autorização Eletrónica de Viagem em português. Trata-se de uma pré-aprovação digital vinculada eletronicamente ao passaporte do viajante, sem qualquer selo físico ou documento em papel. O governo britânico lançou este sistema em 2023 para nacionalidades do Golfo Pérsico e expandiu-o progressivamente até abranger mais de 80 nacionalidades em 2026, incluindo todos os cidadãos da UE.

A taxa de aprovação ronda os 95% em 2026, de acordo com o painel de dados do GOV.UK. Esses 5% de recusas não são aleatórios: dados do UKVI indicam que cerca de 15% das recusas em 2025 resultaram de erros no preenchimento da aplicação, como nomes que não coincidiam exatamente com o passaporte.

Cada ETA permite múltiplas entradas durante a sua validade de dois anos (ou até o passaporte expirar, se isso acontecer primeiro). Em cada visita, o limite máximo de estadia é de seis meses. O ETA cobre quatro cenários principais: turismo, visitas a familiares, viagens de negócios curtas (reuniões, conferências, negociações) e trânsito pelo Reino Unido, seja aéreo ou marítimo.

Um ponto que gera confusão frequente: o ETA não substitui um visto. Quem pretende trabalhar no Reino Unido, mesmo que seja por duas semanas, precisa de um visto de trabalho específico. O mesmo se aplica a quem quer estudar num curso com duração superior a seis meses ou a quem planeia residir no país. Nestas situações, é necessário solicitar um visto de visitante ao Reino Unido ou outro tipo de visto adequado à finalidade da estadia.

O ETA é obrigatório mesmo para quem só faz escala num aeroporto britânico sem sair da zona de trânsito. Não ter a autorização pode impedir o embarque no país de origem.

Na prática, o ETA funciona como uma camada de segurança prévia à viagem. O sistema britânico verifica antecedentes antes de o viajante sequer embarcar, o que simplifica o controlo à chegada. Quem tem ETA aprovado pode usar as eGates automáticas nos aeroportos, evitando filas nos balcões de imigração.

Qual É a Diferença Entre ETA, eVisa e Visto de Visita Tradicional?

O ETA é uma pré-autorização de viagem, o eVisa é a versão digital de um visto já concedido, e o Standard Visitor Visa é um visto completo que custa £115 e exige biometria.

digital illustration of a UK electronic travel authorization document representing visto para o Reino Unido with British flag and digital elements

A confusão entre estas três categorias é compreensível: os próprios sites de companhias aéreas, como a TAP Air Portugal, só recentemente começaram a distingui-las em secções separadas. Tratar ETA, eVisa e visto de visita como sinónimos pode resultar em documentação errada e embarque recusado.

Critério ETA eVisa Visto de Visita (Standard Visitor Visa)
Finalidade Turismo, trânsito e visitas curtas até 6 meses Formato digital de um visto já aprovado (trabalho, estudo, residência) Visitas, negócios ou tratamento médico até 6 meses
Custo em 2026 £10 Gratuito (conversão automática do visto existente) £115
Prazo de processamento Até 3 dias úteis (98% em menos de 72 horas) Instantâneo após criação de conta UKVI 3 semanas em média
Validade 2 anos ou até o passaporte expirar Igual à duração do visto original 6 meses (entrada única ou múltipla, conforme o caso)
Processo de candidatura Aplicação móvel ou site GOV.UK Registo na conta digital UKVI Formulário online + recolha de dados biométricos
Entrevista necessária Não Não Geralmente não, mas pode ser solicitada

O eVisa não funciona como "um novo tipo de visto digital". É apenas o contentor, não o conteúdo. Desde janeiro de 2025, o governo britânico eliminou os cartões físicos de residência biométrica (BRP) e converteu todos os vistos ativos para formato digital. Quem já tinha um visto de trabalho ou estudo não pediu um eVisa: o sistema migrou automaticamente a autorização para uma conta online no UKVI. O eVisa não se solicita; recebe-se.

Para perceber qual documento se aplica a cada situação, pense em cenários concretos. Um português que vai passar duas semanas em Londres em turismo precisa apenas do ETA. Um brasileiro que vai a uma conferência de três dias em Manchester também usa o ETA (brasileiros são elegíveis para ETA em visitas curtas desde 2025). Se esse mesmo brasileiro quiser fazer um estágio remunerado de dois meses, o ETA já não serve: precisa de um visto de trabalho específico.

A lógica é semelhante à do sistema americano, onde o ESTA cobre viagens curtas e o visto B1/B2 é necessário para estadias mais longas ou finalidades que o ESTA não abrange. A diferença principal é que o sistema britânico separou explicitamente a camada digital (eVisa) da autorização de viagem (ETA) e do visto completo.

A regra prática é simples: viagem de turismo ou negócios até seis meses sem trabalho remunerado, o ETA basta. Qualquer outra situação requer um visto, e o eVisa será o formato em que esse visto aparece na sua conta digital.

Quem Precisa de ETA ou Visto para Entrar no Reino Unido? Guia por Nacionalidade

Portugueses precisam de ETA para visitas curtas desde abril de 2025; brasileiros, angolanos, cabo-verdianos e moçambicanos também, mas necessitam de visto para trabalho ou estudo.

Antes do Brexit, um cidadão português entrava no Reino Unido com o cartão de cidadão. Essa realidade acabou. Desde a implementação completa do novo sistema, todos os cidadãos lusófonos precisam de alguma forma de autorização prévia, mas o tipo de documento varia conforme a nacionalidade e a finalidade da viagem.

Nacionalidade ETA obrigatório? Visto de Visita necessário? Documento exigido Observações
Portugal Sim, para visitas até 6 meses Só para trabalho, estudo ou estadia acima de 6 meses ETA (£10) + passaporte válido Cartão de cidadão já não é aceite para entrada
Brasil Sim, para visitas até 6 meses Sim, para trabalho ou estudo ETA (£10) + passaporte válido Elegível para ETA desde 2025; antes precisava de Standard Visitor Visa
Angola Sim Sim, para qualquer estadia que exceda turismo curto ETA (£10) + passaporte válido + visto específico se aplicável Processo de visto pode exigir comprovativo financeiro adicional
Cabo Verde Sim Sim, para trabalho, estudo ou estadia acima de 6 meses ETA (£10) + passaporte válido Recomendada candidatura com 6 semanas de antecedência para vistos
Moçambique Sim Sim, para qualquer finalidade além de turismo curto ETA (£10) + passaporte válido + visto específico se aplicável Biometria pode ser recolhida em centro de vistos na África do Sul

O caso português merece atenção especial. Segundo dados do GOV.UK, a taxa de aprovação de ETA para portugueses em 2026 situa-se nos 92%. Os 8% restantes não significam necessariamente recusa definitiva: muitos resultam de passaportes com validade insuficiente ou dados introduzidos com erros tipográficos. Quem viaja com passaporte que expira dentro de seis meses deve renová-lo antes de submeter o pedido de ETA.

Para brasileiros, a mudança de 2025 foi significativa. Até então, um turista brasileiro que quisesse visitar Londres por uma semana precisava de solicitar um Standard Visitor Visa (£115, com biometria e prazo de três semanas). Com o ETA, o processo custa £10 e fica resolvido em poucos dias. A Embaixada de Portugal em Londres confirmou esta alteração nas suas comunicações oficiais.

A situação para angolanos, cabo-verdianos e moçambicanos é mais complexa. Embora o ETA cubra visitas curtas de turismo, qualquer estadia com propósito de trabalho ou estudo exige um visto completo. Para estudantes, o Student Visa tem um custo base de £490, conforme publicado pelo Home Office. O Consulado de Portugal em Londres disponibiliza informação complementar para cidadãos lusófonos que pretendam estudar no Reino Unido.

Atenção: o ETA não garante entrada automática. O oficial de imigração no aeroporto mantém o poder de recusar a entrada, mesmo com ETA aprovado, se considerar que o viajante não cumpre os requisitos de admissão.

Um erro frequente entre viajantes de todas estas nacionalidades é assumir que o ETA funciona como um visto. Não funciona. O ETA autoriza a viagem, mas a decisão final de entrada é tomada na fronteira.

Como Solicitar o ETA do Reino Unido Passo a Passo?

O pedido de ETA faz-se pela aplicação oficial UK ETA ou pelo site GOV.UK, demora cerca de dez minutos e a aprovação chega em até três dias úteis.

mapa do Reino Unido com ícones representando diferentes nacionalidades e requisitos de visto para o Reino Unido

Segundo dados do governo britânico, 70% das candidaturas em 2026 são submetidas através da aplicação móvel, que permite digitalizar o passaporte com a câmara do telemóvel e tirar a fotografia no momento. O processo pelo site funciona de forma idêntica, mas exige que o viajante carregue os ficheiros manualmente.

Antes de começar, convém ter três coisas prontas: o passaporte com pelo menos seis meses de validade, uma fotografia digital recente (a aplicação aceita selfies tiradas na hora, desde que cumpram os requisitos de fundo claro e rosto visível) e um cartão de débito ou crédito para o pagamento.

O formulário divide-se em três blocos. O segundo bloco recolhe informações sobre a viagem, como o motivo da deslocação e se existe alguma morada de alojamento no Reino Unido. O terceiro bloco contém perguntas de segurança sobre antecedentes criminais, viagens anteriores a determinados países e questões de saúde pública. O primeiro pede dados pessoais: nome completo (exatamente como aparece no passaporte, incluindo acentos), data de nascimento, nacionalidade e número do passaporte.

O pagamento é de £10, cobrado no momento da submissão. Não é reembolsável, mesmo que o ETA seja recusado. Aceita Visa, Mastercard e Apple Pay na aplicação móvel.

Depois de submeter, o prazo oficial é de até três dias úteis. Na prática, a maioria das aprovações chega em menos de 24 horas. A confirmação é enviada por e-mail e fica visível na aplicação. Não existe documento físico para imprimir: o ETA fica associado eletronicamente ao número do passaporte.

Algumas precauções que fazem diferença concreta:

  • Submeta o pedido pelo menos uma semana antes da viagem, nunca na véspera
  • Verifique duas vezes se o nome e o número do passaporte estão corretos (um dígito trocado gera recusa automática)
  • Se mudou de passaporte desde a última viagem, precisa de um ETA novo, porque a autorização está vinculada ao documento anterior

Para quem prefere ter apoio durante o processo ou precisa de ajuda com situações mais complexas, como recusas anteriores ou passaportes com restrições, os serviços da OlaVisa podem simplificar a candidatura.

Guarde sempre o e-mail de confirmação no telemóvel. Embora as companhias aéreas verifiquem o ETA automaticamente no sistema antes do embarque, ter a confirmação acessível evita atrasos no check-in, especialmente em aeroportos com ligações apertadas.

Quanto Custa o ETA e Quanto Tempo Demora a Aprovação?

O ETA do Reino Unido custa £10 por candidatura em 2026, não é reembolsável em caso de recusa, e 90% das aprovações chegam em menos de 48 horas.

O preço original do ETA era £6 quando o sistema foi lançado, subindo para £10 em 2025. Mesmo com o aumento, continua a ser uma fração do custo de um visto de visita tradicional. O pagamento aceita cartões Visa, Mastercard e American Express, tanto de débito como de crédito, diretamente na aplicação móvel ou no site oficial.

A média real de aprovação ronda as 24 horas, segundo dados do governo britânico publicados em maio de 2026. O prazo máximo oficial são 3 dias úteis, mas a maioria dos viajantes recebe a confirmação por e-mail no dia seguinte à submissão. Quem viaja com pouca margem deve ter em conta que períodos de maior procura (verão e Natal) podem empurrar o prazo para o limite dos 3 dias.

Um conselho que pouca gente segue: solicitar o ETA pelo menos uma semana antes da viagem, não na véspera. Se algo correr mal com a fotografia ou com os dados do passaporte, sobra tempo para corrigir e submeter novamente sem pôr em risco os voos.

Comparar o custo do ETA com outros tipos de autorização para o Reino Unido ajuda a perceber o enquadramento:

Tipo de Autorização Custo (2026) Prazo Médio de Aprovação Validade
ETA £10 24-72 horas 2 anos (múltiplas entradas)
Standard Visitor Visa £115 3 semanas 6 meses (entrada única ou múltipla)
Short-term Study Visa £200 3 semanas Até 11 meses
Student Visa £490 3-6 semanas Duração do curso

A diferença é expressiva: o ETA custa menos de 10% do Standard Visitor Visa e dispensa a recolha de biometria. Para quem planeia apenas turismo ou uma viagem de negócios curta, não há razão para optar pelo visto mais caro. Quem pretende estudar inglês durante alguns meses no Reino Unido, ou explorar processos semelhantes noutros destinos como a Australia Visitor Visa, vai encontrar custos e prazos bastante diferentes.

Se o ETA for recusado, os £10 não são devolvidos. Essa política aplica-se independentemente do motivo da recusa, o que torna ainda mais importante preencher o formulário com atenção na primeira tentativa.

O Que Fazer Se o ETA For Recusado ou Se Tiver Problemas na Fronteira?

Cerca de 4 a 5% dos pedidos de ETA são recusados em 2026, sendo que 60% dessas recusas resultam de erros nos dados submetidos, não de problemas graves.

close-up of a UK visa application form with a British flag and a clock showing fast approval times for visto para o Reino Unido

Essa estatística é tranquilizadora. Significa que a maioria das recusas é evitável com uma simples revisão antes de clicar em "submeter". Os motivos mais frequentes:

  • Dados do passaporte digitados incorretamente (número, data de validade ou nome com caracteres errados)
  • Passaporte expirado ou com validade inferior a seis meses
  • Antecedentes criminais que ativam alertas automáticos no sistema
  • Candidaturas duplicadas submetidas em simultâneo

Quem recebe uma recusa por erro de dados pode submeter uma nova candidatura após 24 horas. Basta corrigir a informação e pagar novamente os £10. Nos casos ligados a antecedentes criminais ou questões de segurança, a situação é diferente: existe um processo de recurso administrativo que custa £80, mas na prática a maioria dos especialistas em imigração recomenda avançar diretamente para o pedido de Standard Visitor Visa, que permite anexar documentação de suporte e explicar circunstâncias atenuantes.

O conselho mais útil aqui não é sobre o recurso. É sobre prevenção. Quem tem qualquer tipo de registo criminal, mesmo uma infração menor cometida há anos, deve considerar de partida o visto de visita tradicional em vez do ETA. O sistema automatizado do ETA não distingue entre uma multa antiga e uma condenação grave; o formulário do visto de visita permite contexto humano.

E na fronteira, o que acontece? O ETA está ligado digitalmente ao passaporte biométrico. Quando o viajante passa pelo controlo, o agente de imigração vê automaticamente o estado da autorização. Não é preciso imprimir nada. Mesmo assim, ter a confirmação do ETA acessível no telemóvel (captura de ecrã ou e-mail guardado offline) resolve situações pontuais de falha técnica nos sistemas de leitura.

Os agentes de fronteira podem fazer perguntas adicionais, independentemente de o ETA estar aprovado. Levar consigo comprovativo de alojamento (reserva de hotel ou carta de anfitrião), bilhete de regresso e prova de meios financeiros suficientes reduz significativamente a probabilidade de ser encaminhado para uma segunda entrevista. Quem viaja em negócios deve ter também uma carta da empresa ou convite da entidade no Reino Unido.

Se recebeu uma recusa e não tem a certeza de qual caminho seguir, pode consultar os serviços de visto disponíveis para encontrar a alternativa mais adequada à sua situação.

Desde 2025, o governo britânico disponibiliza uma ferramenta de feedback online onde o candidato pode verificar o motivo exato da recusa. Aceder a essa informação antes de decidir entre nova candidatura ou recurso poupa tempo e dinheiro.

Quando o ETA Não É Suficiente: Trabalho, Estudo e Estadias Longas

O ETA autoriza apenas visitas curtas de turismo ou negócios. Qualquer atividade remunerada, curso superior ou estadia acima de seis meses exige um visto específico.

Tentar trabalhar no Reino Unido com um ETA aprovado não é uma zona cinzenta. É uma violação direta das condições de entrada que pode resultar em remoção do país e proibição de entrada futura por até dez anos. O sistema de imigração britânico cruza dados com o HMRC (autoridade fiscal), o que significa que qualquer rendimento declarado por um empregador será associado ao estatuto migratório do trabalhador.

Para quem quer trabalhar legalmente, o caminho mais comum é o Skilled Worker Visa. Em 2026, este visto exige um salário mínimo de £38.700 anuais (ou o mínimo do setor, se for superior) e um patrocinador registado no Reino Unido. O empregador britânico precisa de deter uma licença de patrocínio ativa, e é ele que emite o certificado necessário para a candidatura. O custo do visto varia entre £719 e £1.420, dependendo da duração. Profissionais de saúde têm uma via alternativa através do Health and Care Worker Visa, com taxas reduzidas e isenção da sobretaxa de saúde.

No caso dos estudantes, a distinção é entre dois vistos com regras muito diferentes. O Short-term Study Visa permite frequentar cursos de até 6 meses (ou até 11 meses se for exclusivamente um curso de inglês) e custa £200. Não autoriza trabalho, nem mesmo a tempo parcial. O Student Visa, destinado a cursos superiores com duração acima de 11 meses, custa £490 e exige um Confirmation of Acceptance for Studies (CAS) emitido por uma instituição aprovada. Segundo dados do Home Office, foram emitidos cerca de 250.000 Student Visas em 2025, mas o número caiu aproximadamente 10% em 2026 devido a novas regras financeiras que exigem ao candidato provar £1.334 por mês em fundos disponíveis.

A pergunta que muitos portugueses fazem: "Posso ir com ETA e depois mudar para um visto de trabalho ou estudo já estando no Reino Unido?" A resposta é não. Desde 2024, a conversão de estatuto dentro do país só é possível em circunstâncias muito limitadas (por exemplo, casamento com cidadão britânico). Na esmagadora maioria dos casos, é preciso regressar ao país de origem e submeter o pedido de visto a partir de Portugal.

Para reunião familiar, existe o Family Visa, que permite ao cônjuge ou dependente de um residente britânico viver no país. O requisito financeiro mínimo do patrocinador subiu para £29.000 em 2026, o que exclui uma fatia considerável de famílias. Quem não cumpre o limiar financeiro pode apresentar poupanças equivalentes a 2,5 anos do valor em falta, mas o processo é mais demorado e complexo.

Verificar qual o visto correto antes de comprar voos ou aceitar ofertas de emprego evita despesas desnecessárias. O próprio site do governo britânico tem um assistente interativo que, em cinco perguntas, indica o tipo de visto adequado à situação de cada pessoa.

Perguntas Frequentes Sobre o Visto para o Reino Unido

Brasileiro precisa de visto para entrar no Reino Unido em 2026?

illustration of a person holding a UK visa with icons representing work, study, and long stays for visto para o Reino Unido

Não. Desde 2025, cidadãos brasileiros são elegíveis para o ETA (£10) em visitas de turismo ou negócios até seis meses. O Standard Visitor Visa (£115, com biometria) continua a ser necessário para trabalho ou estudo.

O que é o ETA do Reino Unido e como funciona?

É uma autorização eletrónica de viagem ligada digitalmente ao chip do passaporte biométrico. Dispensa qualquer documento físico: quando o viajante passa pelo controlo de fronteira, o agente acede ao estado da autorização automaticamente. Cobre visitas, trânsito e estadias curtas até seis meses.

Quanto custa o ETA do Reino Unido e onde posso solicitá-lo?

£10, pagos online com cartão de crédito ou débito. A candidatura faz-se pela aplicação móvel UK ETA (disponível para iOS e Android) ou pelo formulário no site oficial do governo britânico.

Quanto tempo demora a aprovação do ETA para o Reino Unido?

A maioria das aprovações chega em menos de 48 horas. O prazo máximo oficial são 3 dias úteis, mas submeter o pedido pelo menos uma semana antes da viagem dá margem para corrigir eventuais erros sem comprometer a data de partida.

Os cidadãos portugueses precisam de ETA para visitar o Reino Unido após o Brexit?

Sim, desde abril de 2025. O direito de livre circulação que os portugueses tinham enquanto cidadãos da UE terminou com o Brexit. Qualquer visita ao Reino Unido (mesmo um fim de semana em Londres) requer ETA aprovado e passaporte biométrico válido. O cartão de cidadão já não é aceite como documento de viagem.

O que acontece se o meu ETA for recusado?

Pode corrigir os dados e submeter uma nova candidatura após 24 horas, pagando novamente £10. Se a recusa se dever a antecedentes criminais ou questões de segurança, a alternativa é candidatar-se ao Standard Visitor Visa, que permite anexar documentação justificativa.

Pronto para Tratar do Seu Visto para o Reino Unido?

Preparar a documentação certa para o Reino Unido consome tempo que podia ir para planear a viagem em si. A OlaVisa trata de todo o processo online, desde a verificação dos requisitos até à submissão da candidatura. Solicite o seu UK ETA ou Visto de Visita para o Reino Unido e viaje sem preocupações.