Desde 2025, quem viaja de Portugal para o Reino Unido precisa de mais do que um passaporte válido. A Autorização Eletrónica de Viagem, conhecida como ETA, tornou-se obrigatória para cidadãos portugueses em visitas de turismo, negócios ou família. O pedido é feito online, demora poucos minutos e, na maioria dos casos, é aprovado quase de imediato. Este guia explica como o sistema funciona, quem precisa dele e como evitar os erros que causam atrasos e recusas.

Em resumo

  • A ETA é obrigatória para cidadãos portugueses que visitam o Reino Unido, e desde fevereiro de 2026 as companhias aéreas verificam a autorização antes do embarque.
  • Uma ETA aprovada é válida por dois anos, ou até o passaporte expirar, conforme o que acontecer primeiro.
  • Permite múltiplas viagens, com estadias até seis meses de cada vez.
  • A maioria dos pedidos recebe decisão em minutos, mas convém submeter a candidatura com pelo menos três dias úteis de antecedência.
  • A ETA autoriza a viagem, mas não garante a entrada: a decisão final pertence sempre ao controlo fronteiriço.
  • A Proteção contra Recusa da OlaVisa significa sem taxas de serviço adicionais se o seu pedido for recusado.

O que é a ETA Reino Unido?

A ETA Reino Unido é uma autorização eletrónica de viagem obrigatória para visitantes isentos de visto, incluindo os cidadãos portugueses. Não se trata de um visto: é uma verificação prévia, ligada digitalmente ao passaporte, que o Reino Unido passou a exigir a quem antes entrava apenas com o documento de identificação de viagem.

Na prática, o sistema antecipa o controlo de segurança para o momento anterior à viagem. Os dados do passaporte, uma fotografia e algumas respostas sobre o historial pessoal são avaliados antes de embarcar, e a autorização fica associada ao passaporte utilizado no pedido. Não há carimbo nem documento físico: no aeroporto, a companhia aérea e o controlo fronteiriço confirmam a ETA eletronicamente.

Uma vez aprovada, a autorização cobre viagens ilimitadas durante dois anos, com estadias até seis meses de cada vez, para turismo, negócios de curta duração, visitas familiares ou estudos breves. Se o passaporte expirar antes desse prazo, a ETA expira com ele e será necessário um novo pedido com o novo passaporte.

Quem precisa de ETA e quem está isento?

Todos os cidadãos portugueses que viajam ao Reino Unido em visita precisam de uma ETA, incluindo bebés e crianças. Cada viajante tem de ter a sua própria autorização: numa família de quatro pessoas, são quatro pedidos individuais.

Estão isentos os cidadãos britânicos e irlandeses, bem como quem já possui um visto do Reino Unido válido ou um estatuto de residência no país. Nesses casos, o documento existente substitui a ETA. Quem tem dupla nacionalidade deve ter atenção redobrada: a regra aplicável depende do passaporte com que viaja, e usar o passaporte errado no pedido é um dos erros mais comuns.

Para uma visão detalhada do que muda para quem parte de Portugal, o guia da ETA para portugueses acompanha o tema ao pormenor. Se a sua situação envolve outra nacionalidade, consulte os requisitos do Reino Unido por nacionalidade antes de iniciar qualquer candidatura.

Como pedir a ETA Reino Unido passo a passo

O pedido é feito através da aplicação oficial UK ETA no telemóvel e demora, em regra, cerca de dez minutos a preencher. O processo segue sempre a mesma sequência:

Mãos a segurar um telemóvel sobre um passaporte aberto numa mesa de casa

  1. Descarregue a aplicação UK ETA na App Store ou no Google Play.
  2. Digitalize o passaporte com que vai viajar, incluindo o chip eletrónico.
  3. Tire uma fotografia do rosto diretamente na aplicação.
  4. Responda às perguntas sobre o historial pessoal e o motivo da viagem.
  5. Pague a taxa. Os valores são atualizados periodicamente, por isso confirme o montante no momento da candidatura.
  6. Aguarde a decisão, que chega por email e fica associada ao passaporte.

O preenchimento parece simples, e para a maioria das pessoas é. Ainda assim, um único carácter errado no número do passaporte é suficiente para criar problemas no embarque. A revisão pré-submissão pela equipa da OlaVisa deteta estes erros antes de o pagamento ser processado, o que evita repetir o pedido e pagar a taxa duas vezes.

Quanto tempo demora a aprovação?

A maioria das candidaturas recebe uma decisão automática em minutos, mas o prazo de referência é de até três dias úteis. A recomendação prática é direta: peça a ETA quando reserva a viagem, não na véspera do voo.

Os pedidos que exigem análise manual, por exemplo quando há respostas afirmativas nas perguntas de historial, podem demorar mais do que o habitual. Nesses casos, viajar sem a autorização aprovada é um risco real: sem ETA válida, a companhia aérea pode recusar o embarque.

ETA ou visto de visita: qual é o seu caso?

Para a maioria dos portugueses em visitas curtas, a ETA é suficiente; o visto de visita aplica-se a estadias mais longas e a nacionalidades não isentas. A tabela seguinte resume as situações mais frequentes:

Família com malas a atravessar a zona de partidas de um aeroporto

Situação O que precisa
Turismo, negócios ou família até 6 meses, passaporte português ETA
Estadia superior a 6 meses Visto adequado ao motivo
Trabalho remunerado no Reino Unido Visto de trabalho, nunca ETA
Estudos com duração superior a 6 meses Visto de estudante
Nacionalidade que exige visto de visita Visto de visita ao Reino Unido

A fronteira entre categorias nem sempre é óbvia. Reuniões de negócios são compatíveis com a ETA, mas prestar serviços remunerados a uma empresa britânica já não é. Quando o motivo da viagem está numa zona cinzenta, a triagem de elegibilidade da OlaVisa identifica incompatibilidades de categoria antes de pagar taxas.

Erros comuns que comprometem a candidatura

A maior parte dos problemas com a ETA resulta de dados mal introduzidos, passaportes prestes a expirar ou pedidos feitos demasiado em cima da viagem. Os padrões repetem-se:

  • Números de passaporte com gralhas, que tornam a autorização inutilizável no embarque.
  • Pedidos feitos com um passaporte antigo. Depois de renovar o documento, a ETA anterior deixa de servir e é preciso pedir uma nova.
  • Viajantes com dupla nacionalidade que pedem a ETA com um passaporte e viajam com outro.
  • Candidaturas deixadas para o aeroporto, sem margem para os três dias úteis de referência.
  • A suposição de que a ETA garante a entrada. A palavra final é sempre do controlo fronteiriço.

Casos com historial de recusas anteriores, respostas afirmativas nas perguntas de segurança ou situações familiares complexas beneficiam de acompanhamento profissional antes da submissão. Um pedido mal enquadrado à partida é muito mais difícil de corrigir depois de recusado.

Perguntas frequentes

Vou apenas fazer escala no Reino Unido. Preciso de ETA?

Depende do aeroporto e do percurso. Quem faz escala sem passar pelo controlo de passaportes, o que é possível em Heathrow e Manchester, está isento. Se a ligação implicar passar a fronteira, por exemplo para mudar de terminal ou levantar bagagem, a ETA é obrigatória.

As crianças também precisam de ETA?

Sim. Cada viajante precisa da sua própria autorização, independentemente da idade. O pedido de um menor pode ser preenchido por um adulto, mas é individual.

Renovei o passaporte. A minha ETA continua válida?

Não. A ETA está ligada ao passaporte usado no pedido. Com um passaporte novo, é necessária uma nova candidatura, mesmo que a autorização anterior ainda estivesse dentro do prazo.

A ETA garante a entrada no Reino Unido?

Não. A ETA autoriza a viagem, mas a decisão de entrada é tomada pelo agente fronteiriço à chegada. Com os documentos em ordem e um motivo de visita claro, a passagem é, em regra, simples.

Com que antecedência devo pedir a ETA?

O ideal é pedir no momento em que reserva a viagem. O prazo de referência é de até três dias úteis, e a autorização de dois anos cobre as viagens seguintes, pelo que não há vantagem em adiar.

Posso trabalhar no Reino Unido com uma ETA?

Não. A ETA cobre visitas de turismo, negócios de curta duração, família e estudos breves. Trabalho remunerado exige um visto de trabalho adequado, e usar a ETA para esse fim tem consequências sérias no historial de imigração.

Trate da sua ETA com apoio profissional

Para um pedido simples, a via direta funciona bem na maioria dos casos. O apoio profissional ganha valor quando o tempo é curto, quando há dupla nacionalidade, historial de recusas ou dúvidas sobre a categoria certa. Os pedidos acompanhados pela OlaVisa são revistos sob a autoridade regulatória de Tomas Hassan, agente registado na IAA (Immigration Advice Authority), o regulador britânico de consultoria de imigração, com o número F202100278.

A Proteção contra Recusa da OlaVisa significa sem taxas de serviço adicionais se o seu pedido for recusado, com o apoio de 17+ anos de experiência, 60+ destinos de visto e 10.000+ clientes. Inicie a sua candidatura de ETA e Visto de Visita do Reino Unido diretamente em olavisa.pt.

As regras de imigração mudam com frequência. Confirme os requisitos e os valores atuais no momento da candidatura. Artigo revisto em julho de 2026.