A ETA Reino Unido pede-se numa aplicação de telemóvel, e o processo completo raramente passa dos dez minutos. Ainda assim, quem chega ao ecrã do chip ou da fotografia sem preparação acaba muitas vezes a repetir passos, ou a submeter erros que só aparecem no embarque. Este guia percorre a candidatura ecrã a ecrã: o que preparar, como funciona cada passo, os erros mais frequentes e as soluções para fotografias recusadas, chips que não são lidos e pedidos em família.
Em resumo
- O pedido é feito na aplicação oficial UK ETA, disponível na App Store e no Google Play, e demora cerca de dez minutos.
- A sequência é sempre a mesma: fotografar o passaporte, ler o chip, digitalizar o rosto, tirar uma fotografia, responder às perguntas e pagar.
- Se o telemóvel não conseguir ler o chip, a aplicação aproveita os dados da fotografia do passaporte. Confirme-os letra a letra antes de submeter.
- Cada viajante precisa da sua própria ETA, incluindo bebés. Pode preencher os pedidos de toda a família no mesmo telemóvel, um de cada vez.
- A decisão chega por email, em minutos na maioria dos casos, com um prazo de referência de até três dias úteis.
- A Proteção contra Recusa da OlaVisa significa sem taxas de serviço adicionais se o seu pedido for recusado.
O que precisa antes de começar
Para pedir a ETA Reino Unido bastam quatro coisas: o passaporte com que vai viajar, um telemóvel relativamente recente, um endereço de email e um método de pagamento. No Android, o telemóvel precisa de NFC ativo, a mesma tecnologia dos pagamentos por aproximação. O email deve ser um que consulte com frequência, porque é aí que chega a decisão, e o pagamento aceita os principais cartões de crédito e débito, Apple Pay e Google Pay.
Sobre o essencial da ETA, em resumo: é a autorização eletrónica obrigatória para cidadãos portugueses que visitam o Reino Unido, válida por dois anos ou até o passaporte expirar, com entradas múltiplas e estadias até seis meses. Britânicos, irlandeses e quem já tem visto ou residência no Reino Unido estão isentos. Para o enquadramento completo das regras, consulte o guia da ETA para quem viaja de Portugal.
Como pedir a ETA na aplicação, ecrã a ecrã
O pedido na aplicação UK ETA segue sempre a mesma ordem de ecrãs, do passaporte ao pagamento, e pode ser concluído numa única sessão.

Descarregue a aplicação UK ETA. Procure o nome exato "UK ETA" na App Store ou no Google Play e confirme que é a aplicação oficial. No arranque, indique os contactos, incluindo o email onde quer receber a decisão.
Fotografe a página de dados do passaporte. Pouse o passaporte aberto numa superfície plana, com boa luz e sem flash, e enquadre a página completa, incluindo as duas linhas de caracteres na parte inferior.
Encoste o telemóvel ao passaporte para ler o chip. Feche o passaporte e pouse o telemóvel sobre a capa, alinhando a parte superior do aparelho com o centro do documento. Com o som ligado, ouve um sinal quando a leitura termina; este passo confirma a autenticidade do documento.
Digitalize o rosto. Segure o telemóvel à frente da cara até a verificação terminar. Este ecrã aplica-se a quem tem dez anos ou mais; para crianças mais novas, a aplicação salta esta etapa.
Tire a fotografia de rosto. A própria aplicação avalia a qualidade da imagem: fundo liso e claro, luz uniforme, expressão neutra e nada a tapar a cara. Reflexos nos óculos são um motivo clássico de repetição, por isso tire-os se puder.
Responda às perguntas. A aplicação pede dados pessoais, ocupação e respostas sobre historial criminal. Responda com verdade: uma resposta afirmativa honesta leva, no máximo, a uma análise manual mais demorada; uma informação incorreta cria um problema muito mais sério. Nos pedidos de menores, são pedidos os contactos de um responsável.
Pague a taxa. Reveja todos os dados antes de pagar, porque a taxa não é reembolsada depois da submissão. Os valores são atualizados periodicamente, por isso confirme o valor no momento da candidatura, no ecrã de pagamento.
Aguarde o email de decisão. Na maioria dos casos, a resposta chega em minutos; o prazo de referência é de até três dias úteis.
O preenchimento é rápido, mas é também definitivo: depois de submetido, o pedido já não pode ser corrigido. A revisão pré-submissão pela equipa da OlaVisa deteta erros que desencadeiam recusas automáticas, antes de o pagamento ser processado.
Erros frequentes durante o preenchimento
Quase todos os problemas na candidatura nascem do mesmo trio: fotografias tiradas à pressa, dados extraídos que ninguém confirmou e respostas dadas sem atenção.
- Fotografia do passaporte com reflexo ou cortada: se as linhas de caracteres na base da página não estiverem legíveis, os dados extraídos saem errados.
- Confiar cegamente nos dados que a aplicação lê do documento. Quando o chip não é lido, a informação vem da fotografia, e um único carácter trocado no número do passaporte inutiliza a autorização no embarque.
- Escolher o passaporte errado. Quem tem dupla nacionalidade deve pedir a ETA com o passaporte com que vai viajar, porque a autorização fica ligada a esse documento; os requisitos do Reino Unido por nacionalidade esclarecem cada caso.
- Fotografia de rosto com fundo escuro, contraluz ou acessórios a tapar a cara, que a aplicação rejeita.
- Pagar sem rever: o ecrã de pagamento é a última oportunidade de corrigir seja o que for sem custos.
Dicas práticas para acertar à primeira
Boa luz na fotografia, um plano B para o chip e método nas candidaturas em família resolvem a maior parte das dificuldades práticas.

Luz e enquadramento da fotografia
Coloque-se de frente para uma janela com luz natural e um fundo liso e claro atrás de si, como uma parede branca. Evite luz de teto forte, que cria sombras, e a contraluz, que escurece o rosto. Expressão neutra, boca fechada, olhos abertos e cabelo afastado da cara. Trinta segundos de preparação poupam cinco tentativas.
Quando o telemóvel não lê o chip
Confirme que o NFC está ativo e tente de novo devagar, com o passaporte fechado e o telemóvel pousado sobre a capa. Retirar a capa do telemóvel ajuda, porque algumas bloqueiam o sinal. Se a leitura continuar a falhar, a candidatura não fica bloqueada: a aplicação usa os dados da fotografia da página do passaporte, e cabe-lhe comparar cada campo com o documento antes de avançar. Também pode pedir emprestado um telemóvel com NFC, porque o pedido não tem de ser feito no seu próprio aparelho.
Candidaturas em família
Cada viajante precisa da sua própria ETA, incluindo bebés, mas não é preciso um telemóvel por pessoa: os pedidos fazem-se um a um, na mesma aplicação, cada um ligado ao respetivo passaporte. Para preencher a candidatura de outra pessoa, ela tem de estar consigo, porque a digitalização do rosto é individual; menores de dez anos dispensam essa etapa. Para alguém que está longe, existe uma via de candidatura online que não depende da aplicação.
Depois de submeter: decisão e embarque
A decisão chega por email, a autorização fica associada eletronicamente ao passaporte e não há documento físico para apresentar. Desde o final de fevereiro de 2026, as companhias aéreas verificam a ETA no momento do embarque, pelo que o pedido deve estar aprovado antes de ir para o aeroporto. Os casos com análise manual, por exemplo quando há respostas afirmativas nas perguntas de historial, podem demorar mais, e é aí que a antecedência faz a diferença.
A ETA autoriza a viagem, mas não garante a entrada: a decisão final é sempre do controlo fronteiriço. E nem todos os perfis cabem na ETA: quem não é elegível, pela nacionalidade ou pelo historial, pode precisar de um visto de visita ao Reino Unido; a triagem de elegibilidade da OlaVisa identifica estas incompatibilidades de categoria antes de pagar taxas.
Perguntas frequentes
Posso pedir a ETA sem smartphone?
Sim. A aplicação é o canal recomendado, mas existe uma via de candidatura online em que as fotografias do passaporte e do rosto são carregadas manualmente. É também a via indicada quando a pessoa não está consigo.
O meu telemóvel não lê o chip do passaporte. O pedido fica bloqueado?
Não. Depois de algumas tentativas falhadas, a aplicação usa os dados extraídos da fotografia do passaporte. Verifique número, nome e datas antes de submeter.
Posso preencher a candidatura do meu filho no meu telemóvel?
Sim. Os pedidos da família podem ser feitos no mesmo aparelho, um de cada vez, desde que a pessoa esteja presente para a etapa do rosto. Menores de dez anos não passam pela digitalização facial.
Enganei-me num dado e já paguei. Posso corrigir?
Em regra, um pedido submetido não pode ser editado. Um erro nos dados do passaporte implica normalmente uma nova candidatura, com nova taxa. Daí o valor de uma revisão cuidada, própria ou profissional, antes de pagar.
Quanto tempo demora até chegar o email com a decisão?
A maioria das candidaturas recebe resposta em minutos, e o prazo de referência é de até três dias úteis. Pedidos que exigem análise manual podem demorar mais, pelo que o ideal é tratar da ETA quando reserva a viagem.
Peça a sua ETA com apoio profissional
Para um pedido simples, a aplicação resolve bem na maioria dos casos. O apoio profissional ganha valor com viagens próximas, dupla nacionalidade, historial de recusas ou dúvidas sobre a categoria certa. Os pedidos acompanhados pela OlaVisa são revistos sob a autoridade regulatória de Tomas Hassan, agente registado na IAA (Immigration Advice Authority), o regulador britânico de consultoria de imigração, com o número F202100278.
A Proteção contra Recusa da OlaVisa significa sem taxas de serviço adicionais se o seu pedido for recusado, com o apoio de 17+ anos de experiência, 60+ destinos de visto e 10.000+ clientes. Inicie a sua candidatura de ETA e Visto de Visita do Reino Unido diretamente em olavisa.pt.
As regras de imigração mudam com frequência. Confirme os requisitos e os valores atuais no momento da candidatura. Artigo revisto em julho de 2026.